Mortes de figuras-chave do Irã acirram tensão
Entre os mortos estão o chefe da Guarda Revolucionária do Irã, Hossein Salami, e o chefe das Forças Armadas, Mohammad Bagheri — duas das figuras mais influentes do poder militar iraniano. Também foram confirmadas as mortes de dois cientistas nucleares, em um momento em que o Irã intensificava seus projetos atômicos.
Irã promete retaliação e pede ação urgente da ONU
O governo iraniano reagiu com indignação, enviando uma carta urgente à Organização das Nações Unidas (ONU) solicitando uma ação imediata diante do que chamou de “agressão flagrante”. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, afirmou que Teerã responderá com força proporcional ao ataque.
Contra-ataque com drones e clima de guerra
Em resposta ao ataque israelense, o Irã lançou mais de 100 drones em direção ao território de Israel. A população israelense foi orientada a buscar abrigo e evitar áreas abertas. As sirenes de alerta soaram em várias cidades, enquanto autoridades reforçavam o estado de emergência no país.
Netanyahu se pronuncia: “Momento decisivo para Israel”
Em pronunciamento gravado, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu justificou a ofensiva alegando que o Irã estaria próximo de desenvolver uma arma nuclear. Ele afirmou que o objetivo é impedir a concretização do programa atômico iraniano, que representaria uma ameaça existencial a Israel. “Não podemos esperar enquanto nossos inimigos se armam para nos destruir”, declarou.
Trump pressiona por novo acordo nuclear
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também se manifestou, cobrando que o Irã aceite um novo acordo sobre seu programa nuclear. Em tom alarmista, Trump declarou: “Tem que fazer um acordo, antes que não sobre mais nada.”
Novos ataques atingem instalações críticas no Irã
Poucas horas após a primeira ofensiva, Israel lançou uma segunda onda de ataques. Um dos alvos foi a usina de enriquecimento de urânio de Natanz, considerada o centro nevrálgico do programa nuclear iraniano. Um aeroporto militar em Tabriz também foi atingido.
Imagens mostram destruição em Teerã
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram colunas de fumaça sobre Teerã e áreas atingidas pelos mísseis. Segundo a imprensa estatal iraniana, áreas residenciais também foram afetadas, o que aumentou a revolta popular contra Israel.
EUA se distanciam da operação
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que os Estados Unidos foram informados previamente sobre os planos de Israel, mas negou qualquer participação direta na operação militar.
Irã amplia programa nuclear em desafio à ONU
Antes do ataque, o governo iraniano havia anunciado a criação de uma terceira instalação para enriquecimento de urânio, o que elevou os temores da comunidade internacional. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), braço da ONU, censurou o Irã por violar os acordos de não proliferação nuclear.
Escalada pode afetar estabilidade global
A troca de ataques marca um dos momentos mais críticos na já tensa relação entre Israel e Irã. Especialistas alertam para os riscos de um conflito regional de grandes proporções, com envolvimento direto de outras potências e graves consequências humanitárias. A situação é monitorada de perto por países como China, Rússia, França e Reino Unido.
Resumo da crise até agora:
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Israel bombardeou instalações nucleares e militares do Irã.
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Líderes militares iranianos e cientistas nucleares foram mortos.
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O Irã respondeu com o envio de mais de 100 drones contra Israel.
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Teerã classificou o ataque como declaração de guerra e prometeu vingança.
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Netanyahu afirmou que Israel continuará os bombardeios.
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A ONU e a comunidade internacional são pressionadas a intervir.
A tensão no Oriente Médio volta a subir perigosamente, com a possibilidade de uma guerra aberta entre duas das maiores potências militares da região.