
Nossa Crônica Política desta sexta (05)
O Congresso Nacional, que deveria ser a casa dos grandes debates da República, anda transformado em balcão de indulgências políticas. Lá, onde se esperava ver a formulação de políticas para enfrentar a fome, a miséria, a crise climática ou a saúde pública, o assunto que ocupa tempo, saliva e energia é um só: anistiar golpistas.
É curioso — e trágico — como a pauta da nação pode ser sequestrada por um projeto que soa menos como lei e mais como confissão coletiva. Afinal, se é preciso escrever um artigo inteiro para absolver crimes contra a democracia, não seria melhor evitar cometê-los em primeiro lugar? Mas, para a turma bolsonarista e parte do Centrão, a conta não é moral, é eleitoral. O cálculo é simples: salvar Bolsonaro significa salvar seus votos em 2026.
No esboço divulgado, a anistia se estende de 2019 até hoje, como se a lei fosse um cobertor mágico cobrindo todas as transgressões cometidas desde o primeiro dia em que o ex-capitão sentou-se na cadeira presidencial. Um salvo-conduto retroativo, quase um “vale-tudo jurídico” para limpar a ficha de quem atentou contra o Estado de Direito. Se o presidente da Câmara, Hugo Motta, de fato pautar esse projeto, estará oferecendo um espetáculo grotesco: um Parlamento legislando para livrar um político específico, e não para proteger o cidadão comum.
Claro que os defensores do perdão sabem que a estrada é longa. O Senado, mais desconfiado, deve pôr o pé no freio. E, ainda que a anistia milagrosa atravesse as duas casas, há um Supremo à frente — esse mesmo Supremo que foi invadido, depredado e vilipendiado em 8 de janeiro. Difícil acreditar que os ministros aceitariam sorrir para o algoz e assinar sua absolvição.
O que resta, então, não é o perdão real, mas o gesto simbólico: mostrar à sociedade que, se pudessem, os bolsonaristas rasgariam as páginas da Constituição para reescrevê-las ao gosto de seu ídolo. É um tapa na cara da Justiça, mas também um ensaio. Porque todo ensaio prepara o espetáculo — e, neste caso, o espetáculo é o risco de um novo golpe, embalado ao som do populismo e talvez com palmas vindas de Donald Trump, aquele velho amigo que também não sabe perder.
No fim, a anistia é menos sobre Bolsonaro e mais sobre nós: que democracia queremos sustentar? Uma que se ajoelha diante dos poderosos de ocasião, ou uma que insiste em dizer que crime é crime, ainda que cometido em nome de um mito?
A crônica termina com uma imagem incômoda: o Congresso com as janelas abertas, mas as cortinas fechadas. Do lado de fora, o povo espera soluções; do lado de dentro, parlamentares discutem como maquiar a impunidade.
Por: Afrânio Soares
Veja abaixo o documento divulgado nas redes sociais:


** Postagem: Virginia Aragão Soares
(Direto da Redação do Aconteceu Ipu)

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