O ex-secretário de Polícia Civil Allan Turnowski, candidato a deputado federal pelo PL, partido do presidente Jair Bolsonaro e do governador Cláudio Castro, foi preso em casa na manhã desta sexta-feira (09/09/2022) por organização criminosa e envolvimento com o jogo do bicho. A prisão foi feita por agentes do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado do Rio. Também foi alvo de busca e apreensão o delegado Antônio Ricardo Lima Nunes, ex-chefe do Departamento-Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa e que é candidato a deputado estadual pelo Podemos. Os mandados foram expedidos pelo juiz Bruno Rulière, da 1ª Vara Criminal Especializada.

Turnowski deixou sua casa preso, pouco depois das 8h05, e foi levado para a sede da Corregedoria da Polícia Civil, no Centro do Rio, onde chegou às 8h55. Ele irá depois para o Instituto Médico-Legal (IML). Em seguida, ele irá para a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica.
Diferentemente de outros presos, Turnowski não desceu na porta da Secretaria de Polícia Civil. Os promotores queriam que ele descesse, fosse andando até a entrada principal e subisse pelo elevador social. Entretanto, agentes da Polícia Civil pediram que o ex-secretário não fosse exposto aos repórteres. A viatura em que ele estava então seguiu para o subsolo do prédio, onde ele desceu, entrou em um elevador privativo — usado por autoridades — e foi para a sala onde prestará depoimento.
Na casa do ex-secretário, os agentes apreenderam armas, como um fuzil. Os promotores afirmaram que vão investigar se o armamento era usado para a escolta de Turnowski. Ainda de acordo com a promotoria, equipes encontraram também vários celulares e dezenas de materiais como agendas com anotações.
Turnowski foi chefe de polícia em 2010 e 2011, durante o governo de Sergio Cabral, hoje também preso, e deixou a pasta durante uma investigação da Polícia Federal sobre um suposto vazamento de uma operação. O caso foi arquivado por falta de provas. O delegado sempre negou haver qualquer irregularidade no caso.
À frente da Secretaria de Polícia Civil, pasta criada por Wilson Witzel, Turnowski inaugurou uma força-tarefa de combate às milícias, que, até março, segundo a Polícia Civil, somou mais de 1,2 mil prisões.
A prisão de Turnowski ocorreu em consequência de investigações em curso desde o ano passado, quando o delegado da Polícia Civil Maurício Demetrio Afonso Alves foi preso, em junho. Segundo o Ministério Público do estado, Demetrio negociava e cobrava propina de comerciantes da Rua Teresa, em Petrópolis, na Região Serrana.

De acordo com o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MPRJ, Demetrio e Turnowski agiam em benefício dos bicheiros Fernando Iggnácio (morto em 2020) e Rogério de Andrade. Demetrio, afirma o Gaeco, era interlocutor entre chefões da contravenção e policiais ao mesmo tempo que negociava com políticos a nomeação de aliados para cargos estratégicos na Polícia Civil. A ação desta sexta-feira foi batizada de Operação Águia na Cabeça, uma alusão ao jogo de bicho. Ela é uma continuação das operações Carta do Corso I e II, sobre o esquema de extorsões supostamente praticadas por Demetrio.
Uma nota da Polícia Civil informa que a Corregedoria-Geral da Polícia Civil (CGPOL) “ainda não recebeu cópia da denúncia para poder se manifestar sobre a ação realizada” Gaeco nesta manhã. O texto destaca ainda que a “Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol) informa que foi na atual gestão do Governo do Estado do Rio de Janeiro que os três chefes das principais facções da contravenção, Rogério Andrade, Bernardo Bello e José Caruzzo Escafura, o Piruinha, foram investigados e tiveram os pedidos de prisão solicitados à Justiça”.
O que diz a defesa
Em nota divulgada no meio da tarde desta sexta-feira, o delegado Allan Turnowski afirma que “não soube até agora o motivo de sua prisão”. O delegado afirma ainda “que a prisão de hoje foi um movimento de perseguição política, realizado por um grupo específico infiltrado no ministério público. Este grupo não quer que ele seja eleito por medo de ser investigado”, diz a nota. O advogado Fernando Drummond, que defende Turnowski, afirmou que “a prisão é completamente ilegal”. Ele sustenta que “os advogados de defesa ainda não tiveram acesso ao inquérito”. Os advogados de Allan Turnowiski afirmam ainda que “sequer sabe do que está sendo acusado”.
Ao GLOBO, Fernando Drummond afirmou que recorrerá da decisão de prisão nesta tarde no Tribunal de Justiça do Rio.
— Vamos entrar com um Habeas Corpus ainda hoje. Estou saindo da Corregedoria da Polícia Civil e vou para o TJ. Ainda não tivemos acesso ao inquérito e por isso não sabemos pelo que ele está sendo acusado. No mandado de prisão não tem a decisão do juiz. Por si só isso já mostra que essa prisão é ilegal e desnecessária.
Enquanto isso, Allan Turnowski segue preso na Corregedoria da Polícia Civil. A reportagem apurou que ele ainda não teria sido ouvido. É que o MP ainda não teria enviado a documentação do inquérito em que o policial é alvo.
Olá visitantes e seguidores do nosso site Portal de Notícias Aconteceu Ipu estamos com uma nova plataforma de notícias aberto para sua propaganda com diversos tamanhos de banner’s e preço que cabe no seu bolso. Faça sua propaganda em nosso site e tenha seu produto sendo visualizado diariamente por milhares de internautas que acompanham o nosso trabalho de divulgação, destacados em nossas notícias e nas redes sociais: Instagram, Facebook, Twitter e no WhatsApp.Ligue agora: Temos os melhores preços com toda a qualidade na divulgação da sua propaganda – WhatsApp: Tim (88) 9.9688-9008.ATENÇÃO:
➡ SE INSCREVA NO NOSSO CANAL DE VÍDEOS NO YOUTUBE – Notícias – Clique Aqui
➡ CANAL DE VÍDEOS NO YOUTUBE – Entretenimento – Clique Aqui
SIGA o nosso novo contato no INSTAGRAM – Click Aqui 🙂

