
Da Redação do Aconteceu Ipu
O Rio de Janeiro amanheceu nesta terça-feira, 28 de outubro de 2025 em meio ao pavor. Uma megaoperação policial nos complexos do Alemão e da Penha resultou em pelo menos 64 mortes, incluindo quatro agentes de segurança. A ação, que deveria ter sido um golpe contra o crime organizado, acabou se transformando em um dos episódios mais letais da história recente do estado — e reacendeu o embate político entre o governo federal e o Palácio Guanabara.
⚖️ Ministério da Justiça Sai em Defesa do Governo Lula
Logo após as declarações do governador Cláudio Castro (PL), que culpou o Planalto por suposta falta de apoio, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) reagiu com firmeza. A pasta, chefiada por Ricardo Lewandowski, afirmou que todas as solicitações do governo fluminense para o emprego da Força Nacional foram integralmente atendidas desde 2023 — com prorrogações garantidas até dezembro de 2025.
Além disso, o MJSP ressaltou que o governo federal mantém cooperação contínua com o Rio, envolvendo ações da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Somente em 2025, a PF deflagrou 178 operações, resultando em 210 prisões e na apreensão de 10 toneladas de drogas e 190 armas de fogo, entre elas 17 fuzis.
🚔 Força Nacional, PF e PRF: Atuação Intensa e Resultados Concretos
A PRF, por sua vez, teve papel decisivo nas rodovias federais. De 2023 a 2025, foram 3.082 veículos recuperados, 8.250 pessoas detidas, 72 fuzis apreendidos e 73.990 unidades de drogas sintéticas confiscadas.
Nos fundos federais, o MJSP mostrou que o dinheiro não falta — mas sobra em caixa: o FUNPEN e o FNSP somam mais de R$ 470 milhões disponíveis, dos quais grande parte não foi usada pelo governo estadual.
💰 Recursos e Cooperação: O Que Está em Jogo
O MJSP destacou que o Rio recebeu R$ 143 milhões do FUNPEN e R$ 331 milhões do FNSP, mas executou menos da metade desses valores. Além disso, equipamentos como drones, veículos e coletes foram doados, somando cerca de R$ 10 milhões.
Iniciativas como o Comitê de Inteligência Financeira (CIFRA) já investigaram R$ 65 bilhões em movimentações suspeitas, enquanto a PF e o MJSP criaram células integradas para capturar foragidos e desarticular o financiamento das facções.
🧩 A Coletiva Polêmica: Quando a Tragédia Vira Palanque
Enquanto os confrontos ainda se desenrolavam e corpos eram retirados das vielas, Cláudio Castro optou por atacar o governo Lula. Em tom dramático, sugeriu que a situação havia “extrapolado os limites da segurança pública” e insinuou a necessidade de intervenção das Forças Armadas.
As falas foram vistas em Brasília como uma tentativa de politizar a tragédia e transferir responsabilidades. Para analistas, o discurso do governador ecoa o bolsonarismo decadente, que tenta reviver a retórica da “guerra ao crime” para desviar o foco de falhas operacionais e do próprio comando estadual da segurança.
Veja abaixo a nota completa do MJSP sobre as críticas do governador Cláudio Castro:
Em cooperação com o Rio de Janeiro, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) mantém atuação no Estado desde outubro de 2023, por meio da Força Nacional de Segurança Pública, conforme previsto na Portaria MJSP nº 766, de 12 de dezembro de 2023. A operação segue vigente até 16 de dezembro de 2025, podendo ser renovada.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública tem atendido, prontamente, a todos os pedidos do Governo do Estado do Rio de Janeiro para o emprego da Força Nacional no Estado, em apoio aos órgãos de segurança pública federal e estadual. Desde 2023, foram 11 solicitações de renovação da FNSP no território fluminense. Todas acatadas.
No âmbito da Polícia Federal (PF), só em 2025, foram realizadas 178 operações no Estado do Rio de Janeiro, sendo 24 delas relacionadas a tráfico de drogas e armas. Ao todo, foram 210 prisões efetuadas, das quais 60 estão diretamente relacionadas a investigações sobre o tráfico de drogas e armas.
No mesmo período, foram apreendidas 10 toneladas de drogas e 190 armas de fogo, incluindo 17 fuzis. Além disso, foram apreendidas cerca de 600 peças e acessórios de armas de fogo, capazes de moldar cerca de 30 fuzis.
Esses números refletem o esforço contínuo da Polícia Federal no enfrentamento ao crime organizado e na redução do poder bélico das facções criminosas.
Entre 2024 e 2025 (até outubro), foram 855 mandados de prisão cumpridos, sendo 462 no ano de 2024 e 393 no ano de 2025.Entre as ações de destaque, estão a Operação Forja, que desarticulou uma fábrica clandestina com capacidade de produção de 3.500 fuzis por ano, destinados a comunidades dominadas pela facção Comando Vermelho; as operações Buzz Bomb e Libertatis, deflagradas em 2024, que prenderam os operadores de drones das duas principais facções criminosas em atuação no Rio de Janeiro.
Além disso, a PF coordena duas operações conjuntas com as forças de segurança do estado, FICCO/RJ e Redentor, que reforçam o compromisso comum de enfrentar o crime organizado de forma coordenada e eficiente.
Também desde 2023, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) tem atuado no Estado em operações de combate a roubo de cargas e a roubos de veículos nas rodovias federais.
De janeiro de 2023 a outubro de 2025, foram:3.082 veículos recuperados;
– 13.961 munições apreendidas;
– 172 armas curtas apreendidas;
– 72 fuzis apreendidos;
– 8.250 pessoas detidas;
– R$ 3.240.201,00 apreendidos (de origens ilícitas);
– 29.5 toneladas de maconha apreendidas;
– 3.9 toneladas de cocaína apreendidos;
– 73.990 unidades de drogas sintéticas.
Nos últimos anos, o Estado do Rio de Janeiro tem recebido recursos do governo federal para investir no sistema penitenciário e na segurança pública. Por meio do Fundo Penitenciário Nacional (FUNPEN), o estado recebeu mais de R$ 99 milhões entre 2016 e 2024 – valor que, com rendimentos, superou R$ 143 milhões. No entanto, apenas cerca de R$ 39 milhões foram efetivamente utilizados, restando mais de R$ 104 milhões ainda em conta.
Já pelo Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), o Rio de Janeiro recebeu quase R$ 288 milhões desde 2019, montante que, com rendimentos, alcançou R$ 331 milhões. Desse total, pouco mais de R$ 157 milhões foram executados até o momento, deixando um saldo superior a R$ 174 milhões disponíveis.
Além disso, o estado tem sido atendido com doações de equipamentos, como veículos, computadores, drones, coletes e munições, que somam aproximadamente R$ 10 milhões.
O MJSP informa ainda que, no âmbito da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), tem desenvolvido uma série de iniciativas com o Governo do Rio de Janeiro, como a integração do Estado à Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim) e à Rede Nacional de Recuperação de Ativos de Facções Criminosas (Recupera).
Além disso, o MJSP e o Governo do Rio de Janeiro firmaram acordo de cooperação técnica para a criação da Célula Integrada de Localização e Captura de Foragidos, com foco na identificação, localização e prisão de criminosos de outras unidades da federação que se refugiam em comunidades fluminenses. A Célula realiza o cruzamento e análise de bancos de dados policiais e judiciais, a integração de mandados de prisão nacionais, com base na Lista dos Procurados do SUSP e na Matriz de Risco Nacional, e a coordenação de operações conjuntas de captura de criminosos prioritários.
O MJSP e o Governo do Rio de Janeiro também firmaram acordo para a criação do Comitê de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos (CIFRA), com foco na descapitalização das organizações criminosas, mediante inteligência financeira, recuperação de ativos e assessoramento especializado em investigações de lavagem de dinheiro. Até setembro de 2025, o CIFRA havia analisado 59 Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) emitidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), envolvendo operações com mais de R$ 65 bilhões em valores suspeitos, com 423 documentos produzidos e difundidos entre os anos de 2024 e 2025.
Ainda, em 5 de fevereiro deste ano, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, esteve no Ministério da Justiça e Segurança Pública para uma reunião com o ministro Ricardo Lewandowski. À ocasião, o ministro atendeu a um pedido do Estado e ofereceu dez vagas em presídios federais para alocar lideranças criminosas do Rio de Janeiro.
(..) “A missão é a cooperação total entre União e o RJ. Estamos empenhados em combater o crime de forma cooperativa e integrada. Esse é mais um exemplo da integração federativa que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública pretende colocar em prática”, disse o ministro após o encontro.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública reafirma seu compromisso com o Estado do Rio de Janeiro, promovendo a segurança pública por meio do apoio integrado.
As ações coordenadas têm como objetivo fortalecer o combate ao crime organizado, reduzir índices de criminalidade e garantir maior sensação de segurança à população. Com investimentos significativos e esforços contínuos, o MJSP permanece empenhado em assegurar resultados efetivos e contribuir para a preservação da ordem pública no Estado do Rio de Janeiro.
Acusações de Castro: uma jogada bolsonarista em meio ao morticínio
Enquanto os números de vítimas não paravam de subir, com corpos ainda sendo removidos das vielas, Cláudio Castro optou por uma coletiva improvisada, transformando o palco de uma tragédia estadual em palanque contra o presidente Lula.
(..) “Essa operação de hoje tem muito pouco a ver com Segurança Pública. É uma operação de defesa, um estado de defesa. É uma guerra que está passando os limites de onde o estado deveria estar sozinho defendendo. Para uma guerra dessa, que nada tem a ver com a segurança urbana, deveríamos ter um apoio muito maior e, talvez até, das Forças Armadas. É uma luta que já extrapolou toda a ideia de Segurança Pública e daquilo que está na Constituição Federal, quando você tem essa quantidade de armas que vem do tráfico internacional, essa quantidade de poder bélico que vem de um financiamento feito por lavagem de dinheiro. Não é mais só responsabilidade do estado”, disparou o governador, ignorando que a Constituição atribui aos estados a competência primária pela segurança pública.
Em seguida, veio a narrativa dos blindados negados: “Já entendemos haver a política que é de não ceder (blindados das Forças Armadas). Falaram que tem que ter uma GLO (Garantia de Lei e Ordem). Depois, disseram que poderiam emprestar e voltaram atrás, porque o servidor que opera o blindado é federal e deveria ter a GLO, enquanto o presidente já falou que é contra a GLO”, uma crítica que soa como ensaio bolsonarista, especialmente ao culpar o Planalto por uma operação autorizada por ele próprio, com 2.500 policiais enviados sem planejamento aparente a territórios dominados por facções armadas até os dentes, tudo isso, convenhamos, no momento em que o bolsonarismo enfrenta seu maior derretimento como força política, e quando narrativas de “guerra ao crime” rendem votos e desvios de responsabilidade.
🧠 Conclusão: Entre a Política e o Sangue nas Vielas
Enquanto o governo federal apresenta números, dados e recursos, o governo estadual parece insistir em transformar o caos em narrativa política. O resultado é um cenário de dor, desinformação e disputa de protagonismo — em que a população, mais uma vez, paga o preço da violência e da omissão institucional.
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